Umas coisas que eu li por aí | O pós-pandemia dos outros

Enquanto a gente ainda se prepara para as próximas ondas e tenta fazer o que dá nesse meio tempo, tem quem já discuta como retornar à convivência social

Quem tem amigos fora do país anda vendo imagens que geram angústia imediata, tipo amigos tomando um chopp juntos em um bar ou uma família almoçando feliz em torno de uma mesa. É que em alguns países em que a vacinação está avançada, as pessoas estão gradativamente retornando à vida de “antes do fim do mundo”, como diz a minha orientadora. Além da angústia imediata de ver as imagens, também ando achando fascinante acompanhar os textos de quem está discutindo, fora do Brasil 2021, o que seria um “retorno” do “pós-pandemia”. Há quem defenda que tem quem aprendeu a curtir a própria solidão e não está mais a fim de tantos encontrinhos sem sentido e a massa de pessoas que espera manter ao menos parte do home office em voga para poder viver fora dos grandes centros urbanos. Acho justo, acho digno e acho… irritante, já que por aqui eu só consigo pensar em marcar todos os médicos e cortes de cabelo enquanto os números não pioram. Ser brasileiro é um desafio diário.


Já estão surgindo os apps pra organizar a volta do escritório e sinalizar quem estará ao vivo nas suas mesas ou quem estará de casa - e o app se chama Café!

Basicamente um status que permite avisar na sua agenda os dias que você estará trabalhando remoto e os dias que estará em uma determinada unidade do escritório da sua companhia. Achei um jeito interessante de se acostumar com o modo híbrido, e ainda ajuda a não ter que estabelecer um dia específico pra ficar em casa.


Em alta: venda de antidepressivos cresceu 23% no primeiro trimestre de 2021

Também pudera, né? Força pra todo mundo que tá precisando de um help medicamentoso.


Aplicativos de pegação estão incentivando vacinação - quem está vacinado pode ter até 14% mais matches

Tá rolando alavancagem de matches no Tinder, Hinge e Bumble para quem indica que tomou vacina. Tudo pra incentivar a galera a colocar o bracinho na fila. Enquanto isso, no lustre do castelo brasileiro…


Manutenção do trabalho remoto no pós-pandemia parece interessante oportunidade para o AirBnb

Afinal, se a galera não precisar voltar pro escritório, pode ser que mais pessoas topem passar uma temporada em lugares diferentes, não é mesmo? Dados citados pelo Protocol dão conta que que quase 25% das estadias no AirBnb durante o primeiro trimestre de 2021 foram mais longas do que 28 dias. Fica o alô pros anfitriões do AirBnb reforçarem suas conexões WiFi - imagina o que uma informação como “internet fibra de alta velocidade” pode fazer com a sua estadia?


Funcionários da Apple colocam a boca no trombone e reclamam das questões do ambiente de trabalho também

Tá achando que trabalhar na Apple é só coisa boa? Os funcionários de Tim Cook também estão aprendendo a colocar a boca no trombone e reclamar das decisões da chefia. A novidade chama a atenção porque por lá os funcionários tendem a ser muito mais discretos e lavar a roupa suja dentro de casa. Mas parece que até por lá a coisa tá precisando de um altofalantezinho.


E se a gente enxergasse a menopausa como um superpoder?

Essa é a provocação desse artigo curioso da The Atlantic. A ideia é que a menopausa não seria o início do “declínio”, mas uma melhoria evolutiva que permite que a gente pare de se reproduzir e cuide de quem já nasceu por aí. Achei curioso olhar a situação dessa forma, até porque faz refletir se gerar descendentes é tudo nessa vida, e se não há mais na vida das mulheres (e dos homens!) depois de criar os filhos (ou cuidar dos sobrinhos e afilhados).


O que fazer com seus gadgets que ficaram obsoletos - reutilizar, doar, reciclar

Eu me descobri recentemente a feliz proprietária de mais um gadget obsoleto. Meu iPad 2 mini foi considerado velharia pela Apple, já que não é vendido há muito tempo nas lojas. Só que ele continua funcionando muito bem obrigado pras minhas leituras! Pensando nisso, eu e Ghedin discutimos no último Guia Prático como resistir à obsolescência. A principal dica é ter paciência, e a segunda é se adaptar. Recomendo ouvir o primeiro bloco do episódio - tomara que eu tenha conseguido embedá-lo abaixo - pra saber mais como funciona essa coisa de chamar algo de “vintage” e nossas dicas do que fazer, que incluem aprender a reutilizar (com paciência), doar para quem precisa ou então buscar as formas corretas de reciclar.


Vem aí um feriadinho. Feriadar em pandemia é sempre um desafio, mas toda semana eu me esforço em pensar em alguma indicação que ajude a distrair a mente. Nesta última semana, tenho assistido The Bold Type, uma série da Netflix super levinha, com temas importantes tratados com leveza, e não com o peso de séries documentais que eu assistia no passado (e que hoje tento desviar, de difícil já basta o país e o noticiário).

Se quiser dar uma passeada nas indicações culturais anteriores que já fiz no Guia Prático, esse site no meu portfólio condensa as minhas dicas e sugestões.

Quer deixar uma ideia de nova coisa cultural (filme, série, livro, arte, quadrinho) que eu deva conferir? Aproveite a caixinha abaixo que vai direto pro meu email:

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